sábado, 21 de agosto de 2010


Recebi esse texto de um amigo especial e resolvi postá-lo aqui...

O valioso tempo dos maduros
                 (Autor desconhecido)

     Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. (tá bom essa parte pra mim é um exagero - rsrsrs)
    Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, agora rói o caroço. 
     Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Irritam-me os invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
      Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não vou mais a encontros onde se ensina como ganhar milhões usando fórmulas "mágicas".
    Já não tenho tempo para conversas fúteis discutindo assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Para participar de debates intermináveis sobre estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
       Já não tenho tempo para debater vírgulas e detalhes gramaticais sutis. 
    Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".
     Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário   do coral ou coisa equivalente. 
    Lembrei-me há pouco de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
      Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos e não se considera eleita para o paraíso; que não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados e deseja apenas andar humildemente pelo caminho que considera justo.
     Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, que amem a verdade, e desfrutar desse amor absolutamente sem  fraudes, nunca será perda de tempo.
        É o essencial que faz a vida valer a pena. A mim, me basta agora o essencial.

Beijão a todos,
Chris Lana.      

Um comentário:

  1. Pessoas que se julgam muito ricas, vivem organizando reuniões. Mal sabem eles, que os seus convidados estão ali apenas para invejá-los. Todos querem ocupar o lugar do anfitrião.
    O mundo falso!
    A riqueza pobre!

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